"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

sábado, 26 de outubro de 2013

"A LER"

O DESPREZO PELOS MANIFESTANTES DA CGTP 

Uma coisa que mostra como quem está do lado do poder não percebe (ou melhor não quer perceber), o que está a acontecer em Portugal, é o modo como exibem um racismo social com os manifestantes da CGTP, tão patente nos comentários à saga da ponte. Pode não ser deliberado, mas sai-lhes do fundo, naturalmente. Os filhos dos comentadores e opinadores podem ir às manifestações dos “indignados”, que são aceitáveis, engraçadas e chiques, e que tem muita cultura e imaginação, mas nenhum irá às da CGTP. Eles “são sempre o mesmo”, ou “mais do mesmo”, eles são “pouco criativos” que insistem em fazer manifestações “que não adiantam nada”. Eles são “os feios, os porcos e os maus”. 

http://ephemerajpp.files.wordpress.com/2013/10/dsc_4706.jpg Os manifestantes da CGTP não são da classe social certa, não ambicionam ir tomar chá com Ricardo Salgado, ou ir comer aos restaurantes da moda, não são frequentáveis e, ainda pior, não se deixam frequentar. Têm, muitos deles, uma vida inteira de trabalho e de muitas dificuldades. Tem um curso, uma pós-graduação e um doutoramento em dificuldades. São velhos, um anátema nos nossos dias. Tiveram ou tem profissões sobre as quais os jornalistas da capital não sabem nada, foram corticeiros, mineiros, soldadores, torneiros, mecânicos, condutores de máquinas, pedreiros, ensacadores, motoristas, afinadores, estivadores, marinheiros, operários têxteis, ourives, estofadores, cortadores de carnes, empregados de mesa, auxiliares educativos, empregadas de limpeza, etc., etc. Foram e são cozinheiros e cozinheiras em cantinas, e não chefs. E foram ou são, professores, funcionários públicos, enfermeiros, contabilistas. 

 Este desprezo social é chocante quando é feito por quem tem acesso ao espaço público e que trata os portugueses que se manifestam, - e, seja por que critério, são muitos, pelo menos muitos mais, muitíssimos mais dos que estariam dispostos a vir para rua pelo governo, – como uma “massa de manobra” do PCP, que merece uma espécie de enjoo distanciado, umas ironias de mau gosto e um gueto intelectual. Façam vocês o que fizerem, “não contam”. Vocês são umas centenas de milhares, vocês são “activistas” e por isso se vêem muito (quem não se vê nada são os do “outro lado”), mas “não contam” para nada. Existirem ou desaparecerem é a mesma coisa, nenhum dos “de cima” se pode ou deve preocupar convosco. Votam em partidos anacrónicos, têm hábitos plebeus, vão fazer campismo de férias, fazem excursões organizadas pelas autarquias, jogam a sueca, as mulheres passam-se pelo Tony Carreira e todos acham que tem direitos. Vejam lá, imaginem lá o abuso, acham que tem direitos… Eles são os maus portugueses, os que estão de fora do “arco governativo”, os que não percebem o "estado de emergência financeira", aqueles cujos "interesses" bloqueiam o nosso radioso empreendedorismo.

 Tudo isso é verdade, e tudo isso é mentira. Estes portugueses fora de moda e fora das modas, pelo menos tem o enorme mérito de sentirem um agudo sentimento de injustiça, eles que sabem mais da vida real, concreta, vivida do que todos os seus críticos juntos. Não é a eles que se pode dar lições de trabalho, nem de esbanjamento, nem de perseverança, nem de sacrifício. Pode-se discordar deles, mas merecem respeito. Pelo que foram, pelo que são e porque não se ficam.

in ABRUPTO


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Para que Conste.



Na última reunião de câmara (ontem), aconteceram dois momentos assaz interessantes, a saber:


- Na designação do representante da Câmara de Coruche na RETECORK - Rede Europeia de Territórios Corticeiros - foi designado o anterior presidente da câmara,  cidadão Dionísio Mendes. É certo que esta “associação de municípios" não tem grande importância, é mais uma daquelas situações em que a única coisa que eles fazem é, "papar uns almoços” e umas quantas viagens a Espanha e a Itália, o que permite à custa do orçamento passar uns belos fins-de-semana em bons hotéis.


- Foi decidido alienar o computador portátil que era usado pelo anterior presidente da câmara. A fundamentação foi de que não tinha qualquer valor comercial e o actual presidente, usará, segundo disse, o seu próprio computador pessoal. Assim foi deliberado alienar (vender) por 50 € o referido "portátil" ao cidadão Dionísio Mendes.



PS: Vá lá! não terem eles alienado o "Audi", ainda foi uma sorte, mas não estamos ainda livres disso. Ontem, a única coisa que se aproveitou da reunião, foi o facto da CDU ter suscitado a questão do encerramento da repartição de finanças, em Coruche, e a necessidade de fazer alguma coisa para não permitir que se concretize o fecho de mais um serviço publico na capital mundial da cortiça, Coruche.


domingo, 20 de outubro de 2013

Todos por Abril! contra a exploração e o empobrecimento!

Muitas dezenas de milhar de trabalhadores marcharam ontem, dia 19 de Outubro de 2013, nas duas principais cidades do nosso país e nas ilhas da Madeira e dos Açores, por Abril, contra a exploração e o empobrecimento e exigindo a demissão do governo.

Um governo que aplica uma política de violenta austeridade com brutais e acelerados cortes de salários e pensões, enquanto beneficia desavergonhadamente os grandes grupos económicos e financeiros e obedece de forma submissa à “troika” internacional, que impõe um doloroso garrote ao nosso povo e ao nosso país.
Esta política recessiva, anti-laboral e anti-social está bem patente na proposta de Orçamento do Estado para 2014. A ser aprovada, agravará ainda mais os sacrifícios dos trabalhadores e do povo.
Porto
Porto
Porto
Porto
Lisboa
Lisboa
Lisboa
Lisboa
Lisboa

A LUTA CONTINUA!


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Orçamento do Estado "brutal, estúpido e mentiroso"

video

ANTENA 1 - Conselho Superior  (17/10/13 Octávio Teixeira

terça-feira, 15 de outubro de 2013

PS e PSD FARINHA DO MESMO SACO


Contrariando a vontade da população, que no passado dia 29 de Setembro, votou! retirando a maioria absoluta que há 12 anos o PS detinha na Freguesia da Lamarosa. 

PS e PSD juntaram-se e dividiram os lugares no executivo da Junta, bem como na Assembleia de Freguesia, frustrando todas as expectativas existentes na população que desejava um executivo na Junta de Freguesia partilhado pelas três forças politicas, que mereceram a confiança maioritária  da população, PS PSD e CDU.

Com este comportamento, o PS, vê assim, garantidas as condições para continuar a governar a Junta a seu belo prazer! e quem fica a perder é a população da freguesia.

Na politica nacional como na local PS e PSD no essencial estão sempre em sintonia!!!


domingo, 13 de outubro de 2013

O "quarteto" tomou o poder

No ato de instalação dos órgãos autárquicos municipais - Câmara e Assembleia Municipal - que teve lugar na passada sexta-feira, nos Paços do Concelho, em  Coruche, houve momentos verdadeiramente dignos de registo.

Aconteceu de tudo um pouco, momentos hilariantes e descontraídos, momentos mais "pesados" a puxar para as lágrimas e também "tiradas" de oratória que merecem ser recordadas, tal a sua profundidade e significado.


Sem dúvida que um dos mais marcantes momentos foi, quando José Coelho, Presidente da Assembleia, com a voz embargada de emoção se "despediu" do Presidente da Câmara cessante, foi comovente!

O discurso do novo Presidente foi, pode-se dizer, uma novidade! já que perante a Assembleia Municipal que como é sabido é composta por três forças politicas, não se inibiu e sem papas na língua, dirigiu-se aos socialistas, a quem agradeceu todo o empenho que tiveram na campanha eleitoral que culminou com a sua eleição, aqui chegados permitam-me que refira só um pequeno lapso que o novo Presidente cometeu, esqueceu-se de agradecer aos moradores do bairro social que fica próximo da escola secundária bem como aos moradores do bairro social da Azervadinha, o apoio em massa  que dispensaram às candidaturas socialistas, enfim um lapso qualquer um tem.

Referir ainda, como interessante no discurso do novo Presidente, aquela "tirada" populista e demagógica quando, dirigindo-se a todos os autarcas, os desafia a: "Deixem de lado as bandeiras ideológicas e ergam as bandeiras do concelho"; este foi um momento "esmagador" as palmas e o gaudio do "público" presente (assessores, boys socialistas na maioria e ,outros, que comem à mesa do PS) foi tal, que alguns dos deputados chegaram novamente às lágrimas, imperdível este momento, espero que a RVS o tenha transmitido em direto para todo o concelho.

O novo presidente antes de ir abraçar o seu antecessor rematou, "quero homenagear o homem que teve a coragem a ousadia e a visão para nos trazer nesta rota de desenvolvimento" e novamente as lágrimas correram pelos rostos dos presentes.


Mas a surpresa ainda estava para vir. O presidente da Assembleia Municipal, abrindo um precedente deu a palavra ao cidadão D. Mendes, numa violação grosseira do que estabelece a lei e o regimento.


No final a grande questão que fica é a de saber se o quarteto socialista, tem condições e competência para governar o concelho. Sobre o conteúdo do ato resta dizer, é assim a maneira de estar dos socialista muita presunção e pouca humildade.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Lamarosa - Acabou a ditadura!


Os resultados das eleições, de domingo passado, perspectivam uma grande mudança e uma gestão democrática e participada na Junta de Freguesia.

O Partido Socialista perdeu a maioria absoluta e assim estão criadas as condições para correr de vez com o "geirinhas" da Junta. A politica do "quero posso e mando" tem na Lamarosa os dias contados.

A população castigou e condenou o PS.

Em 2009, o PS conquistou 7 mandatos para a Assembleia de Freguesia, a CDU 1 mandato e o MIC 1 mandato.

Agora, o PS só ficou com 4 mandatos (perdeu 3), o PSD ficou com 3 e a CDU conquistou 2 (mais 1 que em 2009).

O PS perdeu nestas eleições na freguesia, 239 votos, a CDU teve mais 77 votos.

Estão pois, reunidas as condições para que seja formado um executivo plural que represente as diferentes correntes políticas e que traga progresso e desenvolvimento para a freguesia.

A Junta de freguesia deve estar ao serviço de toda a população e não de interesses particulares, como muitas vezes aconteceu no passado recente!

A população da Lamarosa está de parabéns!