"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O nosso “Tollan”!

Que utilidade tem esta "coisa", que se vê na foto?




Não é certamente para as pessoas se sentarem, pois, com os dias quentes e de sol que costumamos ter em Coruche, ninguém irá aproveitar a dita "coisa". 

Quem é que aguenta estar sentado à Torreira?! Sim, porque as árvores que foram lá plantadas secaram por desleixo da "sra Câmara”.

Aquela coisa mais parece o "Tollan" encalhado na margem do Sorraia!

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril, Sempre!

ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR


António de Oliveira Salazar.
Três nomes em sequência regular...
António é António.
Oliveira é uma árvore.
Salazar é só apelido.
Até aí está bem.
O que não faz sentido
É o sentido que tudo isto tem.
......
Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal,
E sob o céu
Pica só azar, é natural.
Oh, c'os diabos!
Parece que já choveu...
......
Coitadinho
do tiraninho!
Não bebe vinho.
Nem sequer sozinho...

Bebe a verdade
E a liberdade.
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.

Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé.
Mas ninguém sabe porquê.

Mas enfim é
Certo e certeiro
Que isto consola
E nos dá fé.
Que o coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho,
Nem até
Café.

Fernando Pessoa

«Finalmente puderam comprar mobília ou electrodomésticos»

43 anos depois da criação do Salário Mínimo Nacional


Entrevista a Avelino Gonçalves, ministro do Trabalho no I Governo Provisório, entre Maio e Julho de 1974, sobre a criação do salário mínimo nacional, um mês depois da Revolução de Abril.

Avelino Gonçalves numa conferência sobre a Constituição de 1976 promovida pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Felgueiras. Abril de 2016Créditos/ Instituto Politécnico do Porto

domingo, 23 de abril de 2017

INCÚRIA SOCIALISTA



A poucos metros de distância da entrada da CMC, ao cimo do Largo do Pelourinho, um edifício Municipal que já foi "balneário público" no piso inferior e no piso superior albergou, entre outras, a sede social da CORART, onde a Câmara investiu milhares de euros na sua recuperação.

Encontra-se hoje abandonado de portas e janelas esventradas, a convidar para actividades menos próprias.

Este é mais um exemplo do desleixo dos socialistas, para eles o que interessa é aquela estreita faixa da vila, que vai da praça de toiros até ao mercado.

E assim vai a Capital Mundial da Cortiça!


sábado, 22 de abril de 2017

Violência em crescendo sob a batuta da direita venezuelana

Enquanto na Venezuela se repetem ataques da oposição a lojas, ao metro de Caracas e a uma maternidade, o Parlamento português aprovou um voto que ignora a realidade.



Manifestante prepara-se para lançar um cocktail Molotov contra a polícia durante o protesto promovido pela direita venezuela, em Caracas. 19 de Abril de 2017Créditos/ EPA

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Acudam-me Porra!


Se dermos um curto passeio pelo centro histórico da vila de Coruche, encontramos dezenas de edifícios (como o que se vê na foto) a "agonizar.".

Aguardam a concretização, por parte da maioria socialista, da repetida promessa de avançar para a regeneração do património edificado, público e privado .

Sucessivos planos para atacar o problema tem sido anunciados mas não passam do "papel".

As prioridades socialistas estão viradas para outras direcções.

Veja- se calendário das festas, já divulgado, até às eleições de Outubro.

E Coruche Inspira!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Milhões pela independência e soberania nacional da Venezuela

Os venezuelanos assinalaram os 207 anos da proclamação da independência, ontem, com marchas pelo país para travar as «intenções golpistas» da oposição, que também esteve ontem na rua.

Avenida Bolívar, no centro de Caracas (Venezuela), repleta de apoiantes do processo bolivariano, no final da marcha pela independência e soberania nacional, 19 de Abril de 2017
Créditos
/ EPA

Ventos de guerra

Os centros de produção e difusão do que se quer consumido pela opinião pública mundial como verdade têm, reconheça-se, um poder arrasador. Um poder de irradiação capaz de, em minutos, reproduzir à escala planetária, com honrosas excepções, o que previamente determinaram. Um poder de criar factos, sejam os agora denominados "pós-verdades" ou "factos alternativos", capaz de transformar as mentiras preconcebidas em verdades indesmentíveis. E esse poder, talvez o mais demolidor de todos, de levar milhões, incluindo os que consomem ou transformam notícias, a alienar a sua capacidade de se interrogarem, questionarem e reflectirem sobre o que lhes é servido para consumo. E, ainda mais inquietante, a rendição perante o que se lhes afigura imparável, a adequação do seu posicionamento ao que consideram render uns quantos votos futuros, a perda da coragem necessária para pelo menos duvidar ou contrapor. Sem negar o direito de cada um à produção do seu próprio juízo sobre o mundo e os factos que o rodeiam, seria útil trazer à memória que na história da humanidade são suficientes os exemplos que mostram no que dá alienar o dever de cada um a duvidar.

Khan Sheikhoun, na província de Idlib na Síria, é um caso desses. Mesmo descontando a narrativa de anos que sobre aquele Estado se tem escrito e ouvido, bastaria ter acompanhado o conteúdo informativo das horas anteriores à agressão dos Estados Unidos para se saber que ela não só já estava predeterminada como seria vendida por esse mundo fora como legítima e justificável. O guião não tem novidade. Já havia sido ensaiado com as infundadas acusações contra o Iraque ou a Líbia.

Ninguém, corrigindo, quase ninguém será insensível ao recurso de armas químicas ou nucleares e não condene o seu uso, seja em teatros de guerra seja, de forma mais desprezível, sobre populações. Mas aproveitar esse legítimo sentimento para construir um conjunto de factos apresentados como a verdade que se quer difundir só pode suscitar legítimas interrogações. A gravidade decorrente do seu uso exige um apuramento sério, a responsabilização dos seus autores e a devida condenação. Não a sentenciação apriorista a partir de quem quer fazer disso um elemento estratégico dos seus projectos de dominação. Tanto mais que em matéria de uso talvez seja necessário trazer à memória Hiroxima e Nagasáqui ou o Vietname para se ficar conversado. Integrando aqueles, ainda muitos, que continuam a recusar assumir como verdade tudo o que lhes põem à frente, por convicção, por algum resguardo de inteligência ou, vá lá, por mera ingenuidade de se interrogarem sobre as coisas, aqui ficam perguntas óbvias. Como é que os grupos terroristas que combatem na Síria para destruir a integridade daquele país são, comprovadamente, detentores de arsenal químico; por que razão na Síria, os mesmíssimos grupos terroristas ligados ao Daesh são ali apresentados como "rebeldes", "opositores ao regime" ou "combatentes da liberdade", e no Iraque identificados por "grupos extremistas do estado islâmico"; por que motivo massacres de dezenas de civis e crianças como os perpetrados pela aviação norte-americana em Raqqa se resumem a danos colaterais e não a crimes contra a humanidade; que critérios levam a divulgar a batalha de Mossul no Iraque apoiada pelos Estados Unidos como uma acção libertadora da opressão extremista e a batalha pela recuperação de Allepo pelos sírios com o apoio da Rússia, contra o mesmo inimigo, vista como crime humanitário.

Descida a cortina nesta boca de cena de um teatro que nos querem impingir como inquestionável, exercitada que foi por Trump aquela prova de força e impunidade que continua a povoar a Casa Branca, retenha-se a súbita conversão dos que até ontem abominavam - para lavar os seus próprios currículos e dar ar de democratas - o actual presidente dos EUA. Registe-se o entusiasmo do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, enaltecendo "a evolução muito positiva de Trump". E sobretudo retenha-se, a partir do júbilo nas hostes "europeístas" da agressão dos EUA à Síria, o que há poucos meses Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, afirmou sobressaltado, inscrevendo Trump na lista de "ameaças à União Europeia", aquilo que segundo ele parecia "pôr em causa setenta anos de política externa americana". Descontada que seja a ignorância histórica que a afirmação revela - desmentida pela inalterável componente agressiva da política norte-americana ao longo de todo este período (recorde-se face a eventuais lapsos de memória, idêntica agressão à de 6 de Abril desencadeada por Obama contra a base síria de Deir ez-Zor em Setembro passado) - o que dela se releva é o que significa de adesão aos ventos de guerra que alguns continuam a insuflar. Sempre em nome dos "direitos humanos" mas com os olhos numa ambicionada dominação geoestratégica e as mãos postas na pilhagem de recursos alheios. Está pois feito meio caminho para que Trump, a exemplo de Obama, receba o Nobel da Paz.