"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

domingo, 8 de maio de 2011

Nada, nem ninguém os detém!


Eles aí estão, com o vigor e o entusiasmo habitual, a "esturrar" o dinheiro da câmara. Estão anunciadas "festas, feiras, provas de vinho, desfiles de moda, almoços e jantares bem regados e muitas surpresas.

Isto com o PS é assim: Tristezas? Crise? Não! Com os socialistas e D. Mendes é uma festa permanente.

É a promoção de Coruche. Tudo o resto não interessa! 
Viva a festa, abaixo a crise!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Coruche não é só a vila!


Para a publicidade em 2010 D. Mendes gastou 158 mil euros. Claro que agora não tem para as "lombas".


Matar Bin Laden, ressuscitar a Al-Qaeda

O que fica claro é que o esforço para ressuscitar a todo o custo a Al-Qaeda pretende liquidar os processos de mudança iniciados há quatro meses no mundo árabe.
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Uma das grandes surpresas que os levantamentos populares no mundo árabe suscitaram foi terem deixado momentaneamente fora de jogo todas as forças islamistas e muito em particular, está claro, a mais suspeita e extremista – a Al-Qaeda -, marca comercial de conteúdo obscuro largamente instrumentalizada para apoiar ditadores, reprimir todo o tipo de dissidência e desviar as atenções dos verdadeiros campos de batalha. Com orientações de amplo espectro, como a aspirina, Bin Laden reaparecia de cada que era necessário reacender a “guerra contra o terrorismo”; e era mantido vivo para agitar o seu espantalho em disputas eleitorais ou para justificar leis de excepção. Desta vez a situação era demasiado grave para que não fosse utilizado por uma derradeira vez, numa orgia mediática que chega a eclipsar o casamento do príncipe Guilherme e produz repercussões muito inquietantes no mundo inteiro.

Quando parecia relegada ao esquecimento, definitivamente arrumada pelos próprios povos que se supunha apoiá-la, a Al-Quaeda reaparece. Em nome dessa sigla um grupo desconhecido assassina Arrigoni na Palestina; dias depois, em plena efervescência dos protestos anti-monárquicos em Marrocos, explode uma bomba na praça Yama el Fna de Marraquexe; agora reaparece Bin Laden, já não vivo e ameaçador, mas em toda a glória de um martírio planeado, estudado, cuidadosamente encenado, um pouco inverosímil. “Fez-se justiça”, diz Obama, mas a justiça reclama tribunais e juízes, procedimentos judiciais, uma sentença independente. George Bush foi mais sincero: “É a vingança dos EUA”, disse. “É a vingança da democracia”, e milhares de democratas estado-unidenses sapateiam de alegria em frente à Casa Branca, pulando com bárbara euforia sobre caveiras e tíbias. Mas democracia e vingança são tão incompatíveis como a pedagogia e o infanticídio, como o alfabeto e o solipsismo, como o xadrez e os jogos de azar. Os EUA apreciam os linchamentos, sobretudo em vista aérea, porque sabem que o seu poder é superior ao dos princípios. “O mundo sente alívio”, afirma Obama, mas ao mesmo tempo alerta para “ataques violentos em todo o mundo após a morte de Bin Laden”. Alerta? Avisa? Promete? Que alívio pode produzir um assassínio que – é dito em simultâneo – põe em perigo aqueles mesmos que presumivelmente pretende salvar?

A ocasião era esta. A Al-Qaeda volta a dominar o palco; A Al-Qaeda volta a saturar o imaginário ocidental. Ao mesmo tempo que o alegado cadáver de Bin Laden é lançado ao mar, o fantasma de Bin Laden apodera-se de todas as lutas e de todos os desejos de justiça. Cumprir-se-á a previsão de Obama: haverá ataques violentos em todo o lado e o mundo árabe-muçulmano voltará a ser um alvoroço de fanatismos e decapitações, queiram ou não queiram as suas populações. Entre democracia e barbárie os EUA não hesitam: a barbárie adapta-se muito mais ao “sonho americano” (e, naturalmente, ao delírio israelita).

Não sabemos se Bin Laden foi realmente morto; o que fica claro é que o esforço para ressuscitar a todo o custo a Al-Qaeda pretende liquidar os processos de mudança iniciados há quatro meses no mundo árabe.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SE A JUSTIÇA FUNCIONAR …

Nota de Imprensa:

A CDU formalizou hoje nos serviços do Ministério Público, no Tribunal Judicial de Coruche, a denúncia relativa às decisões tomadas pelo Presidente da Câmara Municipal no que diz respeito ao apoio prestado pela Câmara à “Plural S.A”- empresa que produziu a telenovela da TVI, cujas filmagens decorreram no concelho de Coruche – os factos apresentados ao Ministério Público prendem-se, nomeadamente, com a recusa reiterada de Dionísio Mendes em facultar informações e documentos solicitados pelos eleitos da CDU na Câmara e Assembleia Municipal, bem como da decisão isolada, do Presidente da Câmara que, deu ordem aos serviços para abastecer de combustível as viaturas da empresa supracitada.

Estes comportamentos, considera a CDU, consubstanciam a prática dos crimes de peculato e de abuso do poder, nos termos do código penal. 

Nos próximos dias a CDU fará a entrega nos mesmos serviços do Ministério Público, de uma exposição a denunciar o contrato que considera ilegal celebrado entre a Câmara de Coruche e a “Apelo à Razão Sociedade Unipessoal”, propriedade do Presidente da Junta de Freguesia de Santana do Mato e membro dos corpos sociais da “Rádio Voz do Sorraia”, que tem como objectivo canalizar para esta rádio, uma verba mensal de cerca de 1800€ proveniente da Câmara Municipal.

A CDU exige clareza e transparência na gestão municipal.


Coruche, 2 de Maio de 2011

Passos Coelho - Mais do mesmo!

MAIS DO QUE OPORTUNO

domingo, 1 de maio de 2011

“FMI fora de Portugal”

1.º Maio: Apelos ao voto contra PS, PSD e CDS na manifestação do Porto (in  Lusa)

Apelos ao voto contra PS, PSD e CDS nas eleições de 05 de junho e gritos contra a presença do FMI em Portugal foram ouvidos hoje na manifestação do 1.º de Maio no Porto, organizada pela CGTP.

“Temos de aproveitar a oportunidade e castigar severamente os culpados pela situação: os sucessivos governos do PS, PSD e CDS e todos aqueles que se têm aproveitado das suas políticas”, afirmou o coordenador da União de Sindicatos do Porto (USP), João Torres.

A manifestação juntou centenas de pessoas na Praça da Liberdade e na Avenida dos Aliados, muitas das quais empunhando cartazes em que exigiam “FMI fora de Portugal”, o aumento e não corte dos salários e o fim dos despedimentos e do trabalho precário.

No único discurso da manifestação, João Torres frisou que “é preciso votar, e votar bem”, nas eleições legislativas, não caindo na “armadilha” dos que propõem o voto em branco ou a abstenção.

O dirigente sindical alertou que, “se tudo correr bem na ótica dos partidos da política de direita”, depois das eleições os banqueiros e patrões vão “ajustar contas com o povo” e “o Estado continuará a albergar ladrões e a roubar dinheiro aos pobres e aos velhos, e roubará o futuro às jovens gerações”.

João Torres acusou os políticos dos partidos que governaram o país nos últimos 35 anos de serem “submissos ao grande capital” e integrarem uma “longa lista de ladrões e corruptos”.

Para o coordenador da USP, os “partidos do arco do poder” (PS, PSD e CDS) “são na verdade os partidos da corrupção, da contrarrevolução, do FMI e da União Europeia”.

Estes partidos, acrescentou, têm aplicado no país “medidas de retrocesso político, económico, social e cultural, sempre à revelia da Constituição e do projeto de Abril”.

João Torres responsabilizou os “governos da política de direita” pela “destruição” de grande parte da indústria transformadora do distrito do Porto, que conta já “mais de 150 mil desempregados”, elevando para “13,5 por cento” a taxa de desemprego.

“Infelizmente, um terço do total dos beneficiários do rendimento mínimo vive aqui no nosso distrito”, afirmou, alertando que mais de metade dos desempregados da região não recebe subsídio de desemprego.

João Torres acusou também os líderes dos grupos Sonae e Jerónimo Martins de “arrogância e prepotência”, ao decidirem abrir as lojas Continente e Pingo Doce no Dia do Trabalhador, e enalteceu o facto de os hipermercados Jumbo terem ficado fechados.

O dirigente sindical apelou ainda à participação de todos nas manifestações de 19 de maio em Lisboa e Porto.

Após o discurso, os manifestantes desfilaram em volta da Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados, terminando as comemorações com a atuação da Brigada Victor Jara. 

(in Lusa) 


ENTRE_SONS (79)

Zeca Afonso - "Maio Maduro Maio"