"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sta Comba Dão – provocação e paradigma

Em Santa Comba, com o Museu Salazar atolado em desaires e sem futuro à vista, alvo da condenação da maioria da AR (suscitada pela petição da URAP), os autarcas filofascistas do PSD, face ao colapso iminente - dada a inépcia do seu mandato – levaram mais longe a provocação salazarenta e celebraram o ditador fascista em 25 Abril.
Mas a questão colocada pela provocação não é de natureza local. Trata-se de um elemento significativo da operação de reescrita da história, de branqueamento da «ditadura terrorista dos monopólios associados ao imperialismo estrangeiro e dos latifundiários» e de fazer caminho para cercear ainda mais os direitos e liberdades e liquidar o regime democrático constitucional.
É essencial esclarecer a natureza da ditadura fascista de Salazar porque enfrentamos a sistemática relativização da sua especificidade nacional face ao nazi-fascismo alemão, italiano e espanhol, a menorização em «nacionalismo autoritário», «conservador e católico», de «funcionários públicos e notáveis de província», de «sovietes de tenentes» do 28 de Maio, «parecidos com os capitães de Abril»(!), a promoção em telenovelas e livros apologéticos tipo «os amores de...», ou em «princípios e valores» de «seriedade» e «autoridade moral», face ao descrédito desta intrujice da alternância dos partidos das políticas de direita - nas páginas do Defesa da Beira e etc., nas cadeias de televisão, nos blogues e sites do PNR e afins.
E é essencial clarificar o paradigma da intervenção das forças políticas no caso, para que haja esclarecimento – do PS, que esteve na origem do Museu e depois o condenou in extremis, que esteve em silêncio na Assembleia Municipal que decidiu a (re)inauguração do largo Salazar em 25 de Abril e que, de novo à ultima hora, faltou ao espectáculo do BE, que nunca se viu no combate local, mas que, como sempre, teve o prime-time televisivo, ou do PSD protagonista da provocação salazarenta em terras do Dão, mas fugindo às responsabilidades em Lisboa, chegando M. R. de Sousa ao desplante de dizer «não sei de que partido é o autarca de Santa Comba».
Da nossa parte nem cumplicidade com fascistas, nem hipocrisia, nem faz de conta de cucos. Determinação e confiança, na defesa da democracia e do progresso social, em Santa Comba e onde for necessário. Para que - fascismo nunca mais!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CADA CAVADELA... MINHOCA!


Depois das "trapalhadas" ocorridas na empreitada de requalificação da zona ribeirinha do rossio, na empreitada do observatório do sobreiro e da cortiça, na empreitada da estação central de camionagem (suspensa à 26 meses).



Agora surge a noticia de outra "trapalhada", a empresa construtora do estádio municipal Prof. José Peseiro reclama da câmara uma indemnização no valor de 51 mil euros. - O PS faz Obra!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

OS CONTRATADOS

Foto da Equipa de:
Augusto Mateus & Associados, Sociedade de Consultores, Lda. (AM&A)
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Esta equipa foi contratada pela câmara PS para “pensar o desenvolvimento estratégico” do concelho Coruche.
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  • Se estes “pensam”, então o que fazem os governantes locais eleitos pelos Coruchenses?
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  • Já agora, quanto custou esta contratação? E quem paga?

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Ao que isto chegou, já não há coruchenses para pensar o desenvolvimento do concelho!

domingo, 26 de abril de 2009

ENTRE_SONS (24)

25 de Abril, A Cantar - "Eh Companheiro"
(Samuel, Manuel Freire, Lena d`Agua e Vitorino;
RTP)


sábado, 25 de abril de 2009

Abril é tempo de Balanço


Vai fazer 8 anos que o PS governa em Coruche, porque hoje é 25 de Abril apetece-me fazer um breve balanço não exaustivo mas significativo das “maldades” que o PS fez no nosso concelho, sempre em nome do desenvolvimento e da modernização.

- Perdemos a Zona Agrária; o balcão da EDP; encerraram dezenas de lojas; o centro Histórico está mais degradado; o Mercado Municipal uma lástima; “O Coruchense” desapareceu; a sede da S.I.C. continua sem ser construída; a corporação dos Bombeiros Municipais está de rastos; os Açudes da Agolada e do Monte da Barca foram privatizados, acabaram com o Cinema; com a Feira do Regadio; as freguesias foram abandonadas; o IC 10 e IC 13 continuam a ser uma miragem; agora Privatizaram a Água e no próximo mês sentiremos “já” na factura; O Posto de Turismo Foi-se, o Pavilhão de Exposições também.

Dir-me-ão: - só sabes dizer mal! - É só bota abaixo! - Das coisas boas não falas!
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Para que não me acusem de ignorar as “coisas boas” descrevo a seguir o que o PS nos trouxe, desde 2002:

- Festas todas as semanas; os nossos governantes vão amiúde à Televisão; temos muitos mais Assessores e Doutores na câmara; temos mais “vira-casacas”; temos os “Sabores do Toiro Bravo”; passou a haver mais Touradas; Temos Bienal; feiras dos Stocks e das Oportunidades; duas Associações de Bombeiros; um Capitão e um Tenente; uma Empresa Promotora de Eventos, que porá Coruche no mapa e no Guinness; Para nos indicar a "Estratégia e o Desenvolvimento", temos a “Augusto Mateus e Associados, Sociedade de Consultores, Lda.; Touradas à Corda; 6 campos de Futebol Relvados; Pontes Coloridas; Assaltos como nas Grandes Cidades; Temos duas Centrais de Camionagem; Temos Obras que se arrastam anos por concluir; Temos uma Universidade; Etc._

Bem vistas as coisas, de facto, os da CDU não têm razão são uns ingratos, estão é contra o desenvolvimento. Agora até sabotaram a “sessão de cinema” prevista para a última reunião da Assembleia Municipal, que mesmo assim se realizou pois a Câmara já tinha feito as despesas com “transporte e jantar” mais o “cachet” à equipa que vinha apresentar o filme.
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DESFILE - 25 DE ABRIL


DESFILE:
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MARQUÊS DE POMBAL - ROSSIO
15H30

sexta-feira, 24 de abril de 2009

«Menos bem»

Duas frases resumiram o objectivo do primeiro-ministro José Sócrates na entrevista que esta semana concedeu à RTP-1: o de demonstrar que o seu Governo está a praticar a política mais adequada para combater a crise e que esta vem inteiramente de fora.
Na primeira, decretava que «a grande resposta à crise foram os apoios sociais que fizemos nos últimos quatro anos»; na segunda, determinava que «a situação da nossa economia deriva da situação económica mundial». Limpinho e sem rugas.
Aparentemente, o primeiro-ministro está convencido que o País considerou como «apoios sociais» a destruição de todos os subsistemas de Saúde sob o extraordinário argumento de que é preciso «fazer justiça neste sector» retirando previlégios para «nivelar por baixo», a desarticulação de carreiras e direitos dos funcionários públicos sob a acusação de que eram uns «privilegiados» mais ou menos relapsos, a degradação da gestão democrática das escolas, da carreira docente e do próprio Ensino sob o imperativo de «reformar a Educação» ou, ainda, o encerramento de Urgências e Centros de Saúde para «melhorar a assistência» e o generalizado alargamento das idades de reforma concomitante com a diminuição das ditas para «sustentabilizar a Segurança Social».
Isto falando apenas de alguns dos tais «apoios sociais» que o Governo Sócrates se encarniçou a realizar, mal se apanhou no alto da maioria absoluta.
Quanto à crise que «vem toda do estrangeiro», Sócrates parece esquecer o Código Laboral imposto «cá dentro» e à pressa pelo seu Governo para mais um esquartejamento dos direitos dos trabalhadores, a par dos milhares de milhões tirados do País para calafetar os insondáveis buracos financeiros na banca portuguesa, enquanto as dezenas de milhares de pequenas e médias empresas – que garantem 90% dos postos de trabalho em Portugal - continuam estranguladas e à espera de apoios que o Governo de Sócrates nem em sonhos se lembra de lhes dar.
Isto, mais uma vez, falando apenas de alguns exemplos.
A entrevista resvalaria ainda mais quando Sócrates foi confrontado com as críticas directas do Presidente da República ao seu Governo, advertindo que «não se deve governar para as estatísticas» e iludir assim as dificuldades que o País enfrenta. Neste ponto, o primeiro-ministro não hesitou em se contradizer a si próprio, afirmando agora que «mantenho com o senhor Presidente da República, como sempre mantive, uma boa relação institucional», enquanto há escassos três dias respondera ao mesmo Presidente que «não aceito bota-abaixismos nem pessimismos».
Também deve estar convencido que o País é tão imbecilmente amnésico, que já esquece o que ouviu três dias antes.
Mas onde o resvalamento pendeu para o descalabro foi com o «caso Freeport». Aí, Sócrates destemperou ao ponto de anatemizar os próprios jornalistas, que reduziu a «indivíduos» que o andam a «insultar» e, como tal, hão-de malhar merecidamente com os ossos em tribunal.
E dizia isto extorquindo aos entrevistadores a contrafeita aquiescência sobre não estar «a perseguir jornalistas, mas indivíduos que o insultavam».
Nem os cinco directores de jornais e os quatro encartados comentadores, mobilizados de atracão na SIC-Notícias e RTPN para louvaminhar o entrevistado, conseguiram amenizar a coisa: irrecusavelmente, o primeiro-ministro estivera «menos bem».
Ao ponto de temerem que, lá para Outubro, é mesmo capaz de acabar mal...

Só num país SOCRÁTICO! (18)

Desempregados inscritos no IEFP aumentam 23,8% em Março

«O número de desempregados inscritos nos centros de emprego não pára de crescer. No final de Março, havia 484 mil desempregados registados, o que representa um aumento de 23,8% face ao ano passado e de 3,2% em comparação com o mês de Fevereiro.»

(In «Jornal de Negócios» 23-04-2009)