"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Uma das maiores greves dos últimos anos!

A DEFESA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É A DEFESA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS CIDADÃOS


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Para que conste (2)


A nova governação socialista, na câmara municipal de Coruche, continua a politica do esbanjamento e da compensação aos "amigos" que os apoiaram no pleito eleitoral recente.

Hoje, na reunião de Câmara, a "BUZIOS" foi de novo contemplada com mais uma valente "maquia", nada mais nada menos que: 30.836.76 € - isentos de IVA.

A fórmula aplicada desta vez foi o "AJUSTE DIRETO".


Por este andar isto ainda acaba mal!!!

domingo, 3 de novembro de 2013

O critério


O Cardeal Patriarca de Lisboa participou numa conferência – «Caridade é a fé em acção» –, em Setúbal, no sábado passado.
Como é sabido, a caridade é tema recorrente na oratória de D. José Policarpo. Não têm conta as vezes que sobre o assunto dissertou desde que ocupou o patriarcal cargo – naturalmente, repetindo sempre o que, ao longo dos tempos, disseram os seus antecessores: António Ribeiro, Gonçalves Cerejeira...
D. Policarpo falou também da situação do País. Para sinalizar na política das troikas as causa da pobreza, da miséria e da fome que alimentam a sua caridade? Para se solidarizar com os milhões de portugueses vítimas do desemprego, dos roubos nos salários e reformas, do saque aos direitos humanos mais elementares? Não. Bem pelo contrário: para se identificar com o discurso dos executantes da política causadora dos dramas que atormentam milhões de portugueses. Para dizer, como dizem os governantes que, sem a caridosa ajuda da benemérita troika ocupante, «Portugal só teria dinheiro para mês e meio e não haveria dinheiro para pagar salários e pensões». E especialmente para expressar o seu desagrado pelas manifestações dos trabalhadores exigindo uma nova política e o respeito pelos seus direitos.
Manifestações e protestos dos trabalhadores e das populações são coisas que D. Policarpo não aprecia. É até com um leve toque de irritada impaciência que expressa o seu desagrado: «Parece que ninguém sabe que Portugal está numa crise» e que «o governo não tem condições para satisfazer as reivindicações de sindicatos»...
Alguns dignitários da Igreja têm, sobre as manifestações de massas uma posição assente num critério bem concreto e definido, e onde a caridade está sempre presente. Aqui há uns anos, o então Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, não hesitou em conspirar activamente com Soares & Cia, utilizando o púlpito para mobilizar os fiéis para se manifestarem contra a democracia de Abril – e ainda há pouco ouvimos o Papa Francisco incentivar os brasileiros a irem para a rua «defender os seus direitos»…

É esse o critério: sempre contra a política de justiça social e sempre a favor do alimento da caridade: a exploração, a pobreza, a fome.

José Casanova

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Quando se luta...

ACÇÕES DO STAL SUSPENDEM 40 HORAS

Organização e luta dão resultados:

Na sequência da luta dos trabalhadores, de providências cautelares e de outras diligências efectuadas pelo STAL, muitas das autarquias decidiram repor o horário das 35 horas, respeitando assim uma importante conquista dos trabalhadores.

Também na Câmara Municipal de Coruche foi reposto o horário das 35 horas.




sábado, 26 de outubro de 2013

"A LER"

O DESPREZO PELOS MANIFESTANTES DA CGTP 

Uma coisa que mostra como quem está do lado do poder não percebe (ou melhor não quer perceber), o que está a acontecer em Portugal, é o modo como exibem um racismo social com os manifestantes da CGTP, tão patente nos comentários à saga da ponte. Pode não ser deliberado, mas sai-lhes do fundo, naturalmente. Os filhos dos comentadores e opinadores podem ir às manifestações dos “indignados”, que são aceitáveis, engraçadas e chiques, e que tem muita cultura e imaginação, mas nenhum irá às da CGTP. Eles “são sempre o mesmo”, ou “mais do mesmo”, eles são “pouco criativos” que insistem em fazer manifestações “que não adiantam nada”. Eles são “os feios, os porcos e os maus”. 

http://ephemerajpp.files.wordpress.com/2013/10/dsc_4706.jpg Os manifestantes da CGTP não são da classe social certa, não ambicionam ir tomar chá com Ricardo Salgado, ou ir comer aos restaurantes da moda, não são frequentáveis e, ainda pior, não se deixam frequentar. Têm, muitos deles, uma vida inteira de trabalho e de muitas dificuldades. Tem um curso, uma pós-graduação e um doutoramento em dificuldades. São velhos, um anátema nos nossos dias. Tiveram ou tem profissões sobre as quais os jornalistas da capital não sabem nada, foram corticeiros, mineiros, soldadores, torneiros, mecânicos, condutores de máquinas, pedreiros, ensacadores, motoristas, afinadores, estivadores, marinheiros, operários têxteis, ourives, estofadores, cortadores de carnes, empregados de mesa, auxiliares educativos, empregadas de limpeza, etc., etc. Foram e são cozinheiros e cozinheiras em cantinas, e não chefs. E foram ou são, professores, funcionários públicos, enfermeiros, contabilistas. 

 Este desprezo social é chocante quando é feito por quem tem acesso ao espaço público e que trata os portugueses que se manifestam, - e, seja por que critério, são muitos, pelo menos muitos mais, muitíssimos mais dos que estariam dispostos a vir para rua pelo governo, – como uma “massa de manobra” do PCP, que merece uma espécie de enjoo distanciado, umas ironias de mau gosto e um gueto intelectual. Façam vocês o que fizerem, “não contam”. Vocês são umas centenas de milhares, vocês são “activistas” e por isso se vêem muito (quem não se vê nada são os do “outro lado”), mas “não contam” para nada. Existirem ou desaparecerem é a mesma coisa, nenhum dos “de cima” se pode ou deve preocupar convosco. Votam em partidos anacrónicos, têm hábitos plebeus, vão fazer campismo de férias, fazem excursões organizadas pelas autarquias, jogam a sueca, as mulheres passam-se pelo Tony Carreira e todos acham que tem direitos. Vejam lá, imaginem lá o abuso, acham que tem direitos… Eles são os maus portugueses, os que estão de fora do “arco governativo”, os que não percebem o "estado de emergência financeira", aqueles cujos "interesses" bloqueiam o nosso radioso empreendedorismo.

 Tudo isso é verdade, e tudo isso é mentira. Estes portugueses fora de moda e fora das modas, pelo menos tem o enorme mérito de sentirem um agudo sentimento de injustiça, eles que sabem mais da vida real, concreta, vivida do que todos os seus críticos juntos. Não é a eles que se pode dar lições de trabalho, nem de esbanjamento, nem de perseverança, nem de sacrifício. Pode-se discordar deles, mas merecem respeito. Pelo que foram, pelo que são e porque não se ficam.

in ABRUPTO


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Para que Conste.



Na última reunião de câmara (ontem), aconteceram dois momentos assaz interessantes, a saber:


- Na designação do representante da Câmara de Coruche na RETECORK - Rede Europeia de Territórios Corticeiros - foi designado o anterior presidente da câmara,  cidadão Dionísio Mendes. É certo que esta “associação de municípios" não tem grande importância, é mais uma daquelas situações em que a única coisa que eles fazem é, "papar uns almoços” e umas quantas viagens a Espanha e a Itália, o que permite à custa do orçamento passar uns belos fins-de-semana em bons hotéis.


- Foi decidido alienar o computador portátil que era usado pelo anterior presidente da câmara. A fundamentação foi de que não tinha qualquer valor comercial e o actual presidente, usará, segundo disse, o seu próprio computador pessoal. Assim foi deliberado alienar (vender) por 50 € o referido "portátil" ao cidadão Dionísio Mendes.



PS: Vá lá! não terem eles alienado o "Audi", ainda foi uma sorte, mas não estamos ainda livres disso. Ontem, a única coisa que se aproveitou da reunião, foi o facto da CDU ter suscitado a questão do encerramento da repartição de finanças, em Coruche, e a necessidade de fazer alguma coisa para não permitir que se concretize o fecho de mais um serviço publico na capital mundial da cortiça, Coruche.


domingo, 20 de outubro de 2013

Todos por Abril! contra a exploração e o empobrecimento!

Muitas dezenas de milhar de trabalhadores marcharam ontem, dia 19 de Outubro de 2013, nas duas principais cidades do nosso país e nas ilhas da Madeira e dos Açores, por Abril, contra a exploração e o empobrecimento e exigindo a demissão do governo.

Um governo que aplica uma política de violenta austeridade com brutais e acelerados cortes de salários e pensões, enquanto beneficia desavergonhadamente os grandes grupos económicos e financeiros e obedece de forma submissa à “troika” internacional, que impõe um doloroso garrote ao nosso povo e ao nosso país.
Esta política recessiva, anti-laboral e anti-social está bem patente na proposta de Orçamento do Estado para 2014. A ser aprovada, agravará ainda mais os sacrifícios dos trabalhadores e do povo.
Porto
Porto
Porto
Porto
Lisboa
Lisboa
Lisboa
Lisboa
Lisboa

A LUTA CONTINUA!