"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

domingo, 17 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DE 50, TALVEZ FIQUEM 10!

A Câmara e Assembleia Municipal de Coruche por força dos votos PS / PSD isentou a multinacional “Nestlé(que está prestes a iniciar a laboração na localidade de Ovelhas, Freguesia da Lamarosa) do pagamento durante dois anos do Imposto Municipal sobre imóveis – IMI – com o argumento do apoio às empresas que se instalam no concelho e criam emprego.
A CDU propôs, que essa isenção fosse considerada só após o início da laboração da fabrica pois assim se saberia em concreto o número de postos de trabalho efectivamente criados. Logo a Câmara e Assembleia estariam em melhores condições para avaliar, da isenção do IMI que o PS propõe.
A proposta da CDU foi recusada, o Presidente da Câmara de Coruche na altura afirmou que a “Nestlé” ia criar 50 novos postos de trabalho directos.

Agora a noticia que nos chega através da imprensa regional é que em vez dos prometidos 50 postos de trabalho directos, apenas cerca de uma dezena (10) serão criados. Porque os restantes irão ser ocupados por trabalhadores que vão ser deslocados de uma outra fábrica da “Nestlé” localizada no Seixal.


O senhor António Venda presidente da Junta de Freguesia da Lamarosa (PS) mais o senhor Presidente da Câmara de Coruche (PS), que no lançamento da primeira pedra desta unidade industrial, prometeram "mundos e fundos” criando falsas expectativas aos desempregados da Lamarosa e do Concelho, deveriam pedir desculpa pelas afirmações erróneas que produziram.



Mais uma vez, o PS se revela no seu melhor!
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"Amar Coruche" e "Falar Verdade" não passou de um slogan eleitoral.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

INÉDITO!

Hoje, em reunião da Câmara Municipal de Coruche foi aprovado o relatório do concurso nº5/2006 – relativo à obra da empreitada de construção do “edifício de apoio administrativo ao Estádio Municipal Prof. José Peseiro”.
A empresa qualificada em 1º lugar propõe-se construir o edifício por cerca de 160 mil euros + IVA (preços de 2006).
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O que é verdadeiramente inédito, direi mesmo surreal, é uma câmara municipal aprovar o relatório de um concurso três anos após a sua realização.
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Alguém me diga, em que outro concelho isto se passa?

O que é que leva os nossos governantes locais a este tipo de decisões?

Porque não anularam o concurso? O rigor e transparência na gestão municipal como é que fica?


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Esta é a verdadeira mudança na forma de gerir o município que o PS implementou desde 2002.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Entrada de leão, saída de …

Hoje no tribunal de Coruche a jovem jurista da Câmara, a tal que foi contratada quando o PS chegou à câmara em 2002, e de imediato designada para a “comissão de inquérito aos serviços” com a “missão” de inquiridora (esta comissão de inquérito produziu um relatório onde a gestão CDU era caluniada e denegrida).
Na Audiência de hoje, ficou demonstrado cabalmente que para tal não tinha legitimidade nem competência, pois há época era uma mera estagiária.

A “pobre” esforçou-se para cumprir a “missão” mas saiu ridicularizada da Sala de Audiências.

Fica cada vez mais claro que o “grande objectivo” deste processo é “ajustar contas” com anterior gestão municipal.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A REALIDADE É O QUE É!

Por mais cartazes que distribuam pelo concelho com o slogan «Valeu a pena a mudança – desde 2002 a desenvolver o concelho» o PS não altera a realidade que os coruchenses bem conhecem.
Desde que o PS chegou à câmara em 2002 e apesar de o PS ser governo a nível nacional, nem por isso Coruche beneficiou, "terão beneficiado alguns" que "nós conhecemos bem" – “os boys”.

O concelho regrediu e afunda-se com esta gestão, desde 2001 Coruche perdeu 6,7% da população, os jovens continuam a “fugir” para os grandes centros no litoral, as acessibilidades a Coruche essenciais para o seu desenvolvimento não passam do papel (IC10 e IC13), a tão propagandeada reactivação do transporte de passageiros para Lisboa por caminho de ferro, não passou de demagogia barata.

Coruche oito anos após a chegada do PS, perdeu e de que maneira!
Perdeu serviços públicos, fecharam escolas, destruíram colectividades, desarticularam a corporação dos Bombeiros Municipais, acentuou-se a desertificação do centro histórico da vila, cresceu o número de barracas (por mais que digam que as estão a demolir).
Com a chegada do PS à Câmara, aumentou a insegurança, temos mais criminalidade, temos menos efectivos da GNR, menos médicos, menos transportes públicos, etc.


Agora acenam-nos com um novo aeroporto, agora sim o desenvolvimento chegará a Coruche, dizem, sem saberem do que falam. Viabilizam planos de urbanização com milhares de hectares em nome de "um" desenvolvimento já "testado" e recusado por outros concelhos vizinhos.

Com o PS Coruche hipoteca o futuro!

ENTRE_SONS (26)

Elis Regina - "Triste"

domingo, 10 de maio de 2009

São Homens como o “Joaquim Teimoso” que Coruche deveria homenagear.

Foi hoje a enterrar, Joaquim António de Oliveira – "Joaquim Teimoso", como por todos era conhecido.
Antes do 25 de Abril quando em Coruche mandavam os latifundiários, sempre se lhes opôs, denunciando as injustiças e lutando pelos ideais da Liberdade, por isso o mandaram prender, regressado da prisão manteve sempre a firmeza politica e os seus ideais até ao seu falecimento.
Foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Coruche, eleito nas primeiras eleições após a Revolução do 25 de Abril. Militante do Partido Comunista Português, desde muito antes de 1974, preso pela PIDE em 1958 e enviado para Caxias.
Dele ficará para sempre a lembrança de uma figura respeitada, pela sua modéstia, coerência, carácter e verticalidade.

São Homens como o “Joaquim Teimoso” que Coruche deveria homenagear.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Golpes Baixos

A campanha de provocações e calúnias que se desenvolveu contra o PCP na sequência dos incidentes do Martim Moniz deu largas ao mais primário anticomunismo, que é - invariavelmente como a História o demonstra - expressão concreta de intolerância, sectarismo, tentativa de divisão dos trabalhadores e ataque directo à democracia.
O regozijo pela possibilidade de «bater» no PCP foi evidente nas infindáveis horas de propagação de mentiras em alguns órgãos de comunicação social, com destaque para a RTP, e nas tão provocatórias como ridículas palavras de Vital Moreira reivindicando a «sua Marinha Grande» ou afirmando que «As "brigadas Brejnev" (…) resolveram ontem fazer das suas»(1). José Sócrates também explorou o filão: «Foram os militantes do Partido Comunista que insultaram os dirigentes do PS». «uma vergonha para a democracia», concluía, dando corpo à verborreia de Vital Moreira do «desprezo [do PCP] pela democracia liberal»(2). Já Miguel Portas, lesto na demarcação, optou por usar o termo «sectarismo» com que invariavelmente brinda as sua «profundas» análises ao PCP para classificar os incidentes, numa clara tentativa de identificação partidária do sucedido.
Já Daniel Oliveira, tão destacado membro do Bloco de Esquerda como papagaio do PS, referia no seu Blogue: «este tipo de comportamento (…) corresponde a um ambiente cada vez mais crispado com tudo o que não seja PCP (…). E ele é alimentado por esta direcção do partido, a mais sectária que o PCP teve desde o 25 de Abril(3).
Ora, parece agora, que quem chamou traidor a V.M. não foi propriamente um «arruaceiro e sectário comuna». A frase de D.O. «“Não é por acaso que o insulto que Vital Moreira mais ouviu foi o de “traidor”(4)» adquire neste contexto um especial significado. Esperamos sinceramente que o perceba. Será um primeiro passo na aprendizagem do que é unidade dos trabalhadores e do quanto injustiçados se sentem. E podem D.O., e outros, sossegar. O PCP não usará contra eles os golpes baixos e a «vozearia» de que foi alvo. Apenas continuaremos a exigir o justo e devido pedido de desculpas ao PCP. Caso contrário será «uma vergonha para a democracia» e um profundo sinal de «sectarismo».
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(4) Idem