"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

sábado, 11 de março de 2017

«Pela paz, pelo pão, as mulheres cá estão»


Hoje milhares de mulheres manifestaram-se do Rossio à Ribeira das Naus, entre palavras de ordem, faixas e pancartas. Gritaram-se frases como «Só se avança de verdade com direitos e igualdade», «Violência não , dignidade sim!», ou «Pela paz, pelo pão, as mulheres cá estão». Nesta manifestação, ainda inserida nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, também participaram homens, porque a luta pelos direitos das mulheres «é uma luta de todos». (Ler mais)

quinta-feira, 9 de março de 2017

A FRAUDE


A "FRAUDE" era o nome de uma série Dinamarquesa (de excelente qualidade registe-se) que passou recentemente no "Canal 2" da RTP, tratava matérias hoje muito actuais que acontecem um pouco por todo o mundo capitalista, no caso relatava as práticas fraudulentas dos banqueiros dinamarqueses.

Fraudes, também acontecem no nosso País, como todos sabemos, veja-se a "operação Marquês" ou as "transferências para os "paraísos fiscais".


FRAUDES, há para todos os gostos, "estupidamente grandes" como nos casos acima citados, "médias" como a dos "sobreiros/Vulgo Jacinto Capelo Rego" ou a dos "submarinos".


Mas também as há "poucochinhas", isto é, quase insignificantes mas com muito significado.


Vem toda esta prosa a propósito do "LOTE 9" que a nossa Câmara vendeu, em "Hasta Pública", por 38.420.00 € (trinta e oito mil quatrocentos e vinte euros) que de acordo com as "actas", esta Hasta pública parece que não teve editais a publicitar a dita, e diz-se também que no dia e na hora aprazada para a licitação só apareceu o Júri da dita e um único munícipe que vá se lá saber porquê teve conhecimento do "evento". 



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quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Em homenagem a todas as mulheres que ao longo dos anos lutaram (em particular aquelas que antes do 25 de Abril sem desfalecimentos e com determinação enfrentaram os agrários e as forças fascistas) para que hoje seja possível viver em liberdade e democracia e reflectir sobre aquele tempo de miséria e opressão, continuando a lutar contra as políticas de direita que hoje nos empurram para situações quase iguais, às que se passavam naquele tempo.
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Aqui fica o relato, na primeira pessoa de um de muitos episódios dessa luta, das mulheres do Couço nos anos 60, que nos é descrito por Maria Rosa Viseu, Operária Agrícola e militante do PCP.
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«Naquele tempo trabalhávamos de sol a sol. Saiamos de casa de noite, entrávamos em casa de noite.
Outras vezes trabalhávamos de empreitada. Chegávamos ao trabalho os manageiros talhavam as empreitadas, quando as acabávamos íamos para casa. O patrão para quem nós trabalhávamos, não deixava o manageiro talhar as empreitadas, era ele que as talhava. Talhava-as muito grandes que nós quase nunca as acabávamos. Era ele que ia sempre despegar-nos do trabalho. Começámos a ver que o patrão nos queria enganar.
Nenhuma de nós tinha relógio. Começamos a guiar-nos pela camioneta da carreira, que passava sempre às 5h da tarde, era branca, toda branca, pensámos que não podíamos trabalhar mais tempo. Uma das mulheres sobe ao cabeço, vê passar a camioneta e diz para as companheiras: - a noiva já lá vai.
Uma delas, mais idosa, pergunta ao manageiro:
- Então não nos despega? Olhe que já são horas!
- Não tenho ordens para as despegar!
- Ah não? Pois então despegamo-“se” a gente.
Ela saltou de dentro do canteiro do arroz para o “combro” (parede de suporte de terreno em socalco) e 70 mulheres fizeram o mesmo e viemos para casa.
No outro dia, ao nascer do sol, lá estava o patrão e nós negociamos com ele. Se não nos viesse despegar a horas, não trabalhávamos mais. O arroz estava cravadinho de erva. O patrão, como precisava da gente, concordou.
Foi sempre assim, tínhamos de lutar por tudo, até para ter a cozinha à sombra. O patrão queria que a cozinha ficasse o mais perto do trabalho, para não perdermos tempo no caminho. Não se importava que comêssemos ao sol ou à sombra.
Sofremos muito!»
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Não podemos esquecer! Foi assim, nestas condições que as nossas mães e avós viveram, trabalharam e lutaram, para que hoje nós tenhamos “outra vida”.
Saibamos ser dignos delas!

terça-feira, 7 de março de 2017

MEDIA PORTUGUESES SILENCIAM PARLAMENTO HOLANDÊS

Os media corporativos portugueses, inclusive os jornais económicos, fizeram um silêncio quase sepulcral sobre a decisão do Parlamento holandês de rejeitar o Euro . A iniciativa de propor o abandono da Eurozona coube ao maior partido da oposição. A proposta de elaborar um relatório a respeito foi aprovada por unanimidade no parlamento holandês.   Este silêncio dos media locais diz muito quanto à qualidade da informação que administram aos portugueses. Eles fazem desinformação tanto por acção (as historietas mentirosas e diversionistas, agora chamadas de fakenews ) como por omissão.


segunda-feira, 6 de março de 2017

sábado, 4 de março de 2017

La Haine com o comandante da Frente 30 das Farc-Ep

O processo de paz na Colômbia negociado em Havana vai-se concretizando. E é nesse terreno que vão ficando mais evidentes os obstáculos e ameaças que enfrenta, nomeadamente o paramilitarismo, a extrema-direita, e o incumprimento por parte do governo colombiano. Toda a vigilância e toda a solidariedade são necessárias.

Ler mais(ODiario.info)

ENTRE_SONS (107)

José Afonso - "Os Eunucos"