"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

domingo, 5 de maio de 2013

O TABU


Avolumam-se os rumores de que no PS Coruchense, está em curso uma fratricida e cínica luta pelos lugares elegíveis na lista de candidatos à câmara.

Dionísio Mendes, actual presidente, impedido por força da lei de se recandidatar não dá espaço ao seu vice-Chico Oliveira para poder afirmar-se e finalmente anunciar, oficialmente, a sua candidatura a presidente, coisa que deseja fazer à vários meses, Mendes terá mesmo recusado a proposta do aparelho socialista para renunciar ao mandato, o que permitiria, que o "Chico" pudesse nestes últimos meses, surgir com mais protagonismo e outra visibilidade e finalmente, dissipar as dúvidas e hesitações daqueles que na estrutura local e regional do PS acham que não reúne condições para o lugar.

Mendes, de forma mais ou menos clara vai convencendo os seus mais "próximos" que nestes doze anos viveram à sua "pala" em lugares de nomeação (e com isso fizeram "bom dinheiro") para apoiarem a  drª "Kimanda" de forma a que, mesmo não sendo a primeira da lista, seja no limite a segunda, o que lhe permitirá em caso de vitória continuar a dirigir a câmara.
Neste processo são seus mais destacados apoiantes o "plantador de favas", a "arranca Pregos" e a "loira". Sendo que, relativamente ao "cromo de Santana" este está hesitante, entre apoiar a "Kimanda" ou o "Chico".


Também há quem defenda, que a exemplo do que se passa em Almeirim, em Coruche possa haver um movimento de "independentes" com origem em alguns dos actuais eleitos e assessores do PS para concorrer à Câmara e Assembleia Municipal.

O que não deixa de ser estranho é que Chico Oliveira foi anunciado oficiosamente como candidato vai para seis meses e depois de todas as principais forças politicas terem já divulgado os seus candidatos, o PS ainda não o tenha feito, a pouco mais de quatro meses das eleições.

Enfim, são as lutas pelos "tachos" a que os socialistas já nos habituaram.

ENTRE_SONS (97)

José Mário Branco - "Do que um homem é capaz"