"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Agora a CDU!


A CDU dá inicio na próxima Sexta-feira 19 de Abril, ao processo de construção da alternativa à gestão socialista que à 12 anos governa  "como sabemos" o concelho de Coruche.


No Restaurante "O FARNEL" pelas 18.15h serão apresentados os primeiros candidatos à Presidência da Câmara e da Assembleia Municipal de Coruche.




ENTRE_SONS (96)

José Mário Branco - "Arrocachula"

 

Venezuela: A Revolução continua

Nicolás Maduro é o novo presidente constitucional da Republica Bolivariana da Venezuela. 
A sua vitória foi mais apertada do que todas as sondagens previam. Obteve 7505 000 votos (50,66 %) contra 7270 000 de Henrique Radonski Capriles, o candidato da direita, mais 234 000 que o adversário. A participação, muito elevada, excedeu 78%. 

A primeira reação de Capriles, quando Maduro lhe telefonou, foi propor um pacto de governo. Perante a negativa do presidente eleito, declarou não reconhecer como legitimo o resultado e exigiu uma recontagem dos votos emitidos, alegando a ocorrência de milhares de irregularidades Mentiu. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, a eleição transcorreu em atmosfera de total normalidade. O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter dissipou dúvidas ao afirmar que de 92 eleições que acompanhou como observador internacional, «o processo eleitoral venezuelano é o melhor de todos».

A campanha de Capriles – um multimilionário que Chávez havia derrotado em Outubro p.p. - foi ostensivamente patrocinada pelos Estados Unidos. A ingerência da sua Embaixada sobretudo em pressões exercidas sobre altas patentes do Exercito, motivou aliás a expulsão de dois adidos militares norte-americanos.

Nas vésperas da eleição, Maduro revelou que haviam sido presos paramilitares colombianos que preparavam uma conspiração para o assassinar e informou que estava a receber diariamente ameaças de morte.

Ao proclamar a sua vitória, esclareceu que para confirmar a lisura do processo eleitoral e desarmar a oposição tomara ele próprio a iniciativa de uma Auditoria para recontagem dos votos.

Milhões de venezuelanos festejaram nas ruas a eleição do sucessor de Hugo Chávez. A sua vitória foi também saudada com entusiasmo em Cuba, na Bolívia e no Equador e pelas esquerdas latino-americanas em geral. Mas as forças progressistas da pátria de Bolivar e Chávez estão conscientes de que o imperialismo vai intensificar a sua ofensiva, recorrendo a todos os meios para desestabilizar o país. Uma certeza: Nicolas Maduro assumiu com firmeza o projeto de Hugo Chávez.

A Revolução Bolivariana continua, rumo ao Socialismo.

Milhares Contra o Empobrecimento

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O REEMBOLSO ADIADO


Vai um grande alarido nos media porque o sr. Olli Rehn defende o adiamento dos reembolsos da dívida portuguesa . Manifestam-se exultantes e aliviados. Mas é preciso que se diga:   1) O Sr. Rehn não podia fazer outra coisa senão defender o adiamento dos reembolsos pois a perspectiva de um incumprimento seria muito pior para a UE;  2) Nenhum dos problemas portugueses fica sanado com tal adiamento e a dívida até é agravada;   3) O que o capital financeiro europeu pretende é transformar Portugal num eterno escravo da dívida;   4) Não existe qualquer solução real para os problemas económicos portugueses enquanto o país não recuperar a sua soberania monetária – a saída do euro é a condição necessária e indispensável, além obviamente do repúdio ao memorando de entendimento com a Troika.

sábado, 6 de abril de 2013

Sobre a declaração de inconstitucionalidade de algumas normas do Orçamento do Estado para 2013



A decisão do Tribunal Constitucional expõe e confirma uma política e um governo com uma acção que, muito para lá das normas e disposições do Orçamento do Estado agora julgadas, se assume arrogante e deliberadamente à margem da lei e em claro desrespeito e violação pela Constituição da República Portuguesa.
É na política de desastre económico, no rasto de devastação social e na aviltante postura de submissão e dependência externa conduzida pelo actual governo que radica a urgente e inadiável exigência democrática e patriótica da demissão do governo, da realização de eleições antecipadas e de rejeição do Pacto de Agressão.
Alertando para manobras que a pretexto da decisão do Tribunal Constitucional visem justificar novas medidas de austeridade e de ataque a direitos sociais, o PCP sublinha que, por mais que o governo pretenda desvalorizar a decisão hoje divulgada para procurar prosseguir e manter a concretização do programa de agressão ao povo e ao país, o que a realidade nacional revela é um governo politicamente derrotado e condenado.
Num momento em que um governo, que é já passado, procura desesperadamente agarrar-se ao poder, o PCP apela aos trabalhadores e ao povo para intensificarem a luta em defesa dos seus direitos, essa mesma luta que, tendo contribuído para mais esta derrota do governo e conduzido ao seu isolamento, será a condição mais decisiva para assegurar a sua demissão e a sua derrota definitiva, criar as condições que assegurem a ruptura com a política de direita e abrir caminho à construção de uma política e de um governo patrióticos e de esquerda.

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sexta 5 de Abril de 2013