"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

sábado, 5 de janeiro de 2013

CORUCHE- 2013 - A REALIDADE SOBREPÕE-SE À FICÇÃO

Depois de todas as campanhas de propaganda lançadas pela governação socialista desde 2002, nomeadamente, "A reactivação da ligação ferroviária para Lisboa" com custos para o município de mais de 250.000.00€ ou a enorme falácia em torno do "plano de desenvolvimento estratégico-Coruche 2020" ou ainda a mega-operação propagandística  da "novela da TVI" (mais de duas centenas de milhares de euros) que segundo os socialistas iria trazer para Coruche um "retorno" muito superior ao investimento feito. Sobretudo através da vinda de milhares de turistas que passariam a visitar Coruche para ver os locais de filmagem da dita novela, o que daria ao comércio local um impulso e um dinamismo tal que Coruche iria conhecer uma prosperidade económica e financeira só possível pela iniciativa e visão estratégica da governação PS.

Também podia falar da elevação de Coruche a "capital mundial da cortiça" ou das "festas" abrilhantadas com fogo de artificio na abertura e no encerramento, que é coisa inédita na região e "os sabores do toiro bravo!" e a semana da "juventude!" e a Mega-Prova de vinhos em directo na TV, enfim, um nunca mais acabar de iniciativas de promoção de Coruche sempre apresentadas com o objectivo de promoção da economia local e da vila, na mira de um dia, quiçá, o PS a elevar a cidade.



Já me esquecia... e as sucessivas campanhas "no natal compre no comércio tradicional!" 
Somem-se as verbas aplicadas nestas e verificaremos que foram muitas dezenas de milhares de euros.


E o retorno de todo este "investimento"?

Só nesta primeira semana do novo ano, encerraram na vila 6 LOJAS! Coruche ficou mais pobre, mais deserta, mais cansada da demagogia e do despesismo socialista!




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Documentário: A Fuga de Peniche

Foi no dia 3 de Janeiro de 1960, que dez dirigentes comunistas, dando corpo a um plano que levou longos meses a elaborar, fugiram do forte de Peniche, uma das cadeias mais seguras do regime político de Salazar.

Foram eles, Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Miguel, Guilherme Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e, ainda, Francisco Martins Rodrigues que posteriormente abandonaria o PCP e a luta que, afinal, esteve na base da corajosa fuga de Peniche.

O êxito desta evasão, que se tornaria uma das mais conhecidas evasões das prisões fascistas e representou uma humilhante derrota para PIDE, deveu-se, como o de outras fugas colectivas e individuais de militantes comunistas, à firme disposição de regressar à luta pela liberdade e pela democracia, ao anseio dos que as levavam a cabo de se colocarem ao serviço do seu povo e do seu país.






segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

Que em 2013 prossiga e se alargue a luta dos trabalhadores e das populações, condição indispensável para abrir caminho a uma politica que valorize o trabalho, promova o desenvolvimento e os serviços públicos, respeite os direitos e valorize os salários e pensões.


Vamos com a luta correr com PSD e CDS-PP do governo, Correr com a troika estrangeira! 
Por uma nova politica e um novo governo, com uma politica de esquerda ao serviço dos trabalhadores e do povo! Ao serviço de Portugal ! 




domingo, 30 de dezembro de 2012

52 FALÊNCIAS POR DIA EM 2012


Em Portugal verificaram-se 52 falências por dia ao longo de 2012, um aumento de 62% em relação a 2011. Ao mesmo tempo, denuncia a CGTP, "A dívida aos trabalhadores que perderam os postos de trabalho em resultado do encerramento ou falência das empresas ultrapassa os 316 milhões de euros, afectando mais de 43 mil trabalhadores do sector público e privado, segundo dados apurados pela CGTP-IN. Na realidade o valor é muito superior, uma vez que este levantamento não abrange todos os distritos nem todos os sectores de actividade" . E com o Orçamento de Estado (inconstitucional) de 2013 é mais que certo que não haverá qualquer recuperação económica no próximo ano. A economia real portuguesa continuará nesse caminho para o abismo. Os aumentos na electricidade, gás, combustíveis, transportes, já anunciados para Janeiro, destinam-se a retirar ainda mais rendimento disponível dos trabalhadores e das PMEs (reduzindo-lhes a competitividade) e engordar o capital oligopolista. 
É preciso entender o que está realmente a acontecer: 1) A prioridade deste governo não é recuperar a economia real e sim satisfazer os credores externos de Portugal;   2) Com esse objectivo procura extorquir o máximo que pode do povo português, a qualquer custo e utilizando todas as manigâncias possíveis;   3) A lealdade do ministro das Finanças, Vitor Gaspar, é para com o capital financeiro e não para com o país que o viu nascer;   4) Ao "diluir" ao longo do ano os subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores o plano não confessado do governo é vir a extingui-los. 
Correr com esta gente, recuperar a soberania monetária e romper as amarras com a UE é um imperativo de sobrevivência nacional.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Natal da nossa tristeza


Para a imensa maioria dos portugueses, este foi um mau, um péssimo Natal. Foi o Natal do desemprego (na maioria dos casos sem o respectivo subsídio); das pensões e reformas brutalmente amputadas; dos subsídios roubados; dos direitos laborais assaltados; de serviços públicos essenciais liquidados; do poder local democrático flagelado; da independência nacional desprezada. Foi, por tudo isso, o Natal da pobreza, da miséria, da fome – da tristeza. Foi, enfim, o pior de todos os natais pós-25 de Abril.

Vão longe os tempos da Revolução de Abril, esses tempos luminosos a apontar o futuro, esses tempos do respeito pelos direitos dos trabalhadores e do povo; do respeito pelos princípios e valores democráticos; do respeito pelo interesse nacional – que é o interesse dos trabalhadores, do povo e do País.

Olhando para trás, para os quase quarenta anos que já lá vão desde 1974, não há memória de Natal tão pobre. E tão triste.

Para a imensa maioria dos portugueses, insista-se. Porque para a imensa minoria este foi um Natal de fartura, de abastança, de bem-estar. De acordo, aliás – como não se cansam de nos lembrar os propagandistas das bondades da exploração do homem pelo homem – com a «ordem natural das coisas», expressão que traduzida à letra dá mais ou menos isto: ricos e pobres sempre houve e há-de haver e queira Deus que os ricos sejam cada vez mais ricos para poderem dar maiores esmolas aos pobres...

Natal triste, portanto.

«Culpa da crise» – dizem os culpados, sacudindo a água dos capotes, fingindo que não sabem que de há quase trinta e sete anos a esta parte são eles, e só eles, que têm estado nos sucessivos governos, todos praticando a mesma política de direita, todos roubando Abril a Abril.

E são muitos esses culpados, tantos que seria fastidioso nomeá-los um a um.

Por isso, apontemos o dedo – por ordem de entrada em cena – a alguns dos principais causadores deste Natal triste para a imensa maioria dos portugueses: Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, Passos Coelho/Paulo Portas...

Foram eles que nos entraram pelas chaminés e nos trouxeram, como prenda, este Natal da nossa tristeza.

domingo, 23 de dezembro de 2012

DEMOCRACIA E SOCIALISMO - Os valores de Abril no futuro de Portugal

O DESCALABRO


O descalabro das finanças públicas continua. Revela-se agora que a arrecadação fiscal caiu 5,8% entre Janeiro e Novembro de 2012 #0150; consequência inelutável do pacote da troika. Além de levar o país à ruína, este governo de traição nacional continua o seu programa de privatizações selvagens. O cancelamento da venda da TAP a um suspeitíssimo sionista-colombiano constitui uma vitória parcial dos trabalhadores e da maioria do povo português. Mas a intenção de privatizá-la ainda continua de pé, assim como de privatizar a ANA, ENVC, RTP, as Águas de Portugal e o pouco que resta do sector empresarial do Estado. Um tal governo compromete não só as gerações presentes como também as futuras. Deitá-lo abaixo, com o seu Orçamento de 2013, é uma tarefa urgente. Figurinhas como o sr. Relvas, P. Coelho, António Borges e quejandos não são próprias de um país decente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A "BÚZIOS" continua a "comer" do orçamento Municipal

A maioria socialista na Câmara de Coruche, aprovou na reunião de hoje, mais uma "aquisição de serviços à empresa do A.Tadeia".

A esta empresa, considerada pela C.M.C. como uma associação sem fins lucrativos, foi "adjudicada" a vigilância em 2013 nas piscinas municipais, contra um pagamento mensal de cerca de 3.000.00 €.

Assim não admira que nas próximas eleições de Outubro, o Presidente da empresa, A. Tadeia apareça novamente a apoiar o PS, Pudera! assim também eu!

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E o que terá a dizer sobre esta matéria o Presidente da Junta da caridade de Coruche?

Não achará um exagero o que a Búzios aufere? Não era preferível canalizar estes recursos para ele distribuir mais uns quilos de mercearia?



Crise? 
é só para alguns?