terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Mãos à obra
O primeiro-ministro incitou os portugueses a serem «menos piegas», a que deixem de «lamentar-se com as medidas de austeridade» e a que deixem de ser «preguiçosos».
E, sempre a incitar – e sempre empolgado, empolgante e didáctico – proclamou que, o que é preciso é, em vez de pieguices, lamentos e preguiças, «lançar mãos à obra», pois só assim será possível «superar a crise».
Há que reconhecer – e registar – os notáveis dotes de observação e a extrema sensibilidade do primeiro-ministro.
Realmente, estes portugueses são uns calões e uns piegas e uns queixinhas de todo o tamanho: em vez de aplaudirem com entusiasmo todas as medidas de austeridade, indispensáveis para superar a crise, protestam e denunciam o facto de elas só serem aplicadas à arraia-miúda; em vez de se sentirem felizes com o aumento do desemprego, indispensável para superar a crise, os preguiçosos clamam trabalho e, para cúmulo, exigem trabalho com direitos; em vez de verem os cortes nos salários, reformas e subsídios como medidas indispensáveis para superar a crise, gritam que estão a ser roubados e chamam gatunos a quem os roubou; em vez de baterem palmas aos aumentos dos bens alimentares e da electricidade e da água e do gás e dos transportes e da saúde e da educação e das rendas das casas, indispensáveis para superar a crise, dizem que isto assim não pode ser; em vez de pedirem «bis» aos cortes dos feriados, o do Carnaval incluído, indispensáveis para superar a crise, assobiam os governantes; em vez de festejarem, gratos, o acordo do trabalho escravo e não pago, indispensável para superar a crise, chamam-lhe terrorismo social e dizem que o Governo é dos patrões; em vez de deitarem foguetes à sábia governação e aos ciclópicos esforços do primeiro-ministro, indispensáveis para superar a crise, gritam-lhe que os deixe em paz e que vá fazer o inferno para outro lado.
Assim sendo, é chegado o tempo de os portugueses, correspondendo ao apelo do primeiro-ministro, lançarem «mãos à obra» de «superar a crise» – para já, enchendo a transbordar o Terreiro do Paço e, logo que possível, despachando a política de direita com bilhete de ida.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
De braços abertos
Em entrevista ao Diário de Notícias, António Saraiva, presidente da CIP, comentou o chamado «pacto social» firmado pela troika patronato/governo/UGT.
Fê-lo com a satisfação típica do momento e com os avisos típicos de quem padece de uma sede insaciável de mais e mais exploração, ou seja, sempre a pensar que, como disse o outro, «só no final saberemos se estas medidas são suficientes»…
Disse ele, a dada altura, que «a UGT cumpriu o seu papel de defesa daqueles que representa» – verdade que muito há-de ter agradado aos pais-fundadores da central amarela: PS, PSD e CDS, apoiados pela reacção nacional e internacional e pelos milhões de dólares, libras, marcos, francos, coroas e etc. enviados, pelos países donos da respectiva moeda, através das centrais internacionais do divisionismo sindical.
Recorde-se que a tarefa essencial da UGT consistia em «quebrar a espinha» à CGTP e anular a acção e a força do movimento sindical unitário, decisiva na defesa dos interesses dos trabalhadores portugueses.
Como a realidade veio a demonstrar, tratava-se de uma tarefa difícil, tão difícil que, não obstante a intensa intervenção divisionista desenvolvida pelos amarelos –
Mas é justo reconhecer que o presidente da CIP está cheio de razão quando diz que a UGT, ao assinar o pacto dos patrões, «cumpriu o seu papel» – sendo esse «papel», obviamente, o que lhe foi destinado quando da sua criação: servir os interesses do grande capital e apoiar a acção dos protagonistas políticos da contra-revolução de Abril... E nessa função jamais a corporação chefiada por João Proença se tinha desnudado como agora o fez.
Com tudo isto, talvez muitos dos trabalhadores filiados em sindicatos da UGT tenham percebido, enfim, onde estão metidos.
Se assim for, lá os esperamos, no dia 11, no Terreiro do Paço. De braços abertos.
José Casanova(«Avante!»)
domingo, 29 de janeiro de 2012
Sindicalismo Revolucionário
Viva a CGTP-IN!
Todos à Manifestação Nacional
11 - Fevereiro - 2012
Não! à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Associação de Solidariedade Social da Fajarda Tem Mel !?! (III)
Dona Zulmira e F.F. arrastam o processo eleitoral.
A palavra aos Fajardenses, este espaço está ao vosso dispor, digam lá o que vos vai na alma.
sábado, 21 de janeiro de 2012
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