"O que diferencia «uma mudança reformista» de «uma mudança não reformista» num regime político, é que no primeiro caso o poder continua fundamentalmente nas mãos da antiga classe dominante e que no segundo o poder passa das mãos dessa classe para uma nova."

quinta-feira, 24 de março de 2011

O fim do Governo Sócrates

Democracia Tomahawak

Estamos fartos de saber que o presidente Obama é pessoa de extrema sensibilidade. Mostra-o todos os dias no Afeganistão, no Iraque, na Colômbia, nas Honduras, enfim em todo o lado onde é necessário defender e aplicar os direitos humanos, a liberdade e a democracia.

E só não o mostra do mesmo modo noutros países – como a Venezuela, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua… – porque ainda não teve condições para o fazer, mas logo que possa…

Agora, chegou a vez da Líbia ser alvo da apurada sensibilidade do presidente dos EUA – sensibilidade partilhada, com a tradicional fidelidade canina, pelos seus lacaios europeus – na modalidade de ajuda humanitária ou de protecção a civis.

Obama fez saber ao mundo que estava profundamente preocupado com o facto de Kadhafi «estar a disparar contra o seu próprio povo» – coisa que feria brutalmente a sua sensibilidade humanista e lhe provocava noites e noites de insónia… Isto porque, como também estamos fartos de saber, Obama nunca disparou (nem dispara, nem disparará) contra o seu próprio povo. Seguindo o exemplo de todos os seus antecessores no cargo – que lançaram bombas atómicas sobre civis, que mataram milhões de civis na América Latina, na Europa, na África, no Médio Oriente, etc., etc., mas que nunca dispararam contra o seu próprio povo – ele dispara, sim, mas contra outros povos. E assim os vai libertando: à bomba. E assim lhes oferece a democracia Tomahawak.

Ou seja: a extrema sensibilidade que não lhe permite disparar (até ver...) contra o seu próprio povo, impõe-lhe, exige-lhe, ordena-lhe que dispare contra o povo líbio.

E é isso que está a fazer. Em nome da democracia, da liberdade e dos direitos humanos.

Como é da praxe, os bombardeamentos sobre a Líbia são louvados e incensados por todos os comentadores e analistas de serviço, entre os quais se encontra aquele que é, sem dúvida, o mais fervoroso apreciador da sensibilidade do Prémio Nobel da Paz: o inevitável Mário Soares.

Quase tão fervoroso admirador de Obama como o foi de Carlucci, Soares canta odes à operação «Amanhecer da Odisseia» – confiante, certamente, em que o «entardecer» da dita seja ainda mais brutal, mais sangrento. Mais democrático...

segunda-feira, 21 de março de 2011

A NOVA GUERRA COLONIAL


O imperialismo acaba de lançar uma nova guerra colonial.
Um impressionante conjunto de forças militares iniciou a agressão contra a Líbia.

A aprovação da Resolução 1973 pelo Conselho de Segurança da ONU foi uma ruptura com o direito internacional.

Ela foi possível graças à capitulação da Rússia, da China, do Brasil e dos demais países que ali se abstiveram (a máscara "progressista" do governo Dilma caiu rapidamente) .

A ONU nunca se preocupou com os palestinos massacrados em Gaza pela entidade nazi-sionista, nunca se incomodou com as ditaturas terroristas que mataram milhares de cidadãos na América Latina, nunca fez o mínimo gesto contra as ditaduras que escravizam emirados árabes, nada fez nem faz pelas mulheres oprimidas da Arábia Saudita, nunca disse uma palavra contra a selvageria da tropa da NATO que massacra indefesos camponeses afegãos, nunca se manifestou contra os drones que assassinam velhos, mulheres e crianças no Paquistão.

Não foi preciso a ONU para que os povos tunisino e egípcio se desembaraçassem de ditadores que haviam sido financiados e armados pelo ocidente.

Uma vez vencido Moammar Kadafi, tal como Saddam Hussein, a Líbia irá descobrir os encantos da democracia ocidental à moda do Iraque – ao custo de mais de um milhão de mortos e milhões de deslocados.

A Líbia ficará totalmente livre para a pilhagem das suas riquezas naturais.

No mundo pós Pico Petrolífero, o petróleo será libertado para as corporações ocidentais – ao custo de um novo massacre.

domingo, 20 de março de 2011

O Bajulador

O ex-vice Presidente da Câmara é presença assídua nas reuniões da dita, quase sempre “bota” palavra, em geral, para passar com a mão pelo “lombo” dos seus camaradas.
O tipo não tem a noção do ridículo, é um gozo ouvir ou ler as suas intervenções nas ditas reuniões.

Aqui fica uma "amostra" de uma das suas intervenções:


Câmara Municipal de Coruche
ACTA Nº 7/2010
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DE 24 DE MARÇO DE 2010

PERÍODO DE INTERVENÇÃO DO PÚBLICO ------------------
-------- Esteve presente o Senhor Eng.º Joaquim Serrão, o qual saudou os presentes e elogiou a entrevista, precisa e concisa, dada pelo Senhor Vereador Francisco Oliveira a um canal de televisão, na passada semana, sobre as cheias no Ribatejo. -----------------------------------------------------
-------- O Senhor Vereador Francisco Oliveira agradeceu as palavras amáveis do Senhor Eng.º Joaquim Serrão. -------------------------------------------------------------------------------------------------
-------- O Senhor Eng.º Joaquim Serrão felicitou ainda a Senhora Vereadora Fátima Galhardo pelo sucesso da campanha “Limpar Portugal”. -------------------------------------------------------------
-------- O Senhor Presidente concordou, tendo afirmado que a acção levada a cabo em Coruche foi até publicitada num jornal diário.

sábado, 19 de março de 2011

A LUTA CONTINUA!

BASTA DE POLITICAS DE DIREITA, SÓCRATES PARA A RUA, gritaram hoje, em Lisboa, 300 mil portugueses.

Foi uma impressionante massa humana em movimento.

Se o povo e os trabalhadores quiserem, isto vai, isto vai!












POR UMA OUTRA POLÍTICA!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Voltar à “vaca fria”

Ontem na reunião de câmara, D. Mendes e a vereação socialista, aprovaram um apoio de 7500 euros (a uma associação universitária de Lisboa) para a continuação das escavações arqueológicas nas “casas novas” - no ano passado o apoio foi de 5000 euros.

Este ano pelo carnaval, os mesmos socialistas, recusaram às crianças das escolas de Coruche que participaram no tradicional desfile, a sandes e a fruta que a câmara sempre ofereceu em anos anteriores com o argumento da contenção financeira.

Regimes e imperialismo contra os povos